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02.
Oxímoro

Vista da Exposição, 2023


Joachim Koester, "The Magic Mirror of John Dee", 2006

Impressão em gelatina de prata, 81,5 x 70 cm.
Cortesia Joachim Koester e Gallery Nicolai Wallner.

Vista da Exposição, 2023


Joachim Koester, "Materiais de pesquisa para From the travel of Jonathan Harker", 2003

Texto de Joachim Koester 
Fotografias cortesia Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Livro Drácula de Bram Stoker

Joachim Koester, "From the travel of Jonathan Harker", 2003

Série de 10 impressões C-Print Kodak Endura / Fuji Crystal Archive e gelatina de prata, 69 x 80,5 cm cada.
Cortesia Joachim Koester e Gallery Nicolai Wallner

Vista da Exposição, 2023


Vista da Exposição, 2023


Henrique Pavão, "The World Beneath the City", 2023

Vídeo HD (cor, som, em loop contínuo), Dimensões variáveis.
Sound Mix & Master – Pedro Abecasis.

Henrique Pavão, "The World Beneath the City", 2023

Vídeo HD (cor, som, em loop contínuo), Dimensões variáveis.
Sound Mix & Master – Pedro Abecasis.

Henrique Pavão, "The World Beneath the City", 2023

Vídeo HD (cor, som, em loop contínuo), Dimensões variáveis.
Sound Mix & Master – Pedro Abecasis.

Henrique Pavão, "The World Beneath the City", 2023

Vídeo HD (cor, som, em loop contínuo), Dimensões variáveis.
Sound Mix & Master – Pedro Abecasis.

Henrique Pavão, "The World Beneath the City", 2023

Vídeo HD (cor, som, em loop contínuo), Dimensões variáveis.
Sound Mix & Master – Pedro Abecasis.

Vista da Exposição, 2023


Henrique Pavão, "Moonshine", 2023

Prata extraída de pelicula 35 mm, 20 x 20 x 10 cm.

Henrique Pavão, "Moonshine", 2023

Prata extraída de pelicula 35 mm, 20 x 20 x 10 cm (detalhe).

Vista da Exposição, 2023


Joachim Koester & Stefan A. Pedersen, 
"The Meditation Tapes, Museum of Modern Art, Department of Eagles:
Patterns, Shimmers, Scenes", 2016

21’00”, em loop contínuo. 
Texto: Joachim Koester. Som: Stefan A. Pedersen
Instalação com peça sonora, materiais diversos, dimensões variáveis.
Cortesia Gallery Jan Mot.

Joachim Koester & Stefan A. Pedersen, 
"The Meditation Tapes, Museum of Modern Art, Department of Eagles:
Patterns, Shimmers, Scenes", 2016

21’00”, em loop contínuo. 
Texto: Joachim Koester. Som: Stefan A. Pedersen
Instalação com peça sonora, materiais diversos, dimensões variáveis.
Cortesia Gallery Jan Mot.

Joachim Koester & Stefan A. Pedersen, 
"The Meditation Tapes, Museum of Modern Art, Department of Eagles:
Patterns, Shimmers, Scenes", 2016

21’00”, em loop contínuo. 
Texto: Joachim Koester. Som: Stefan A. Pedersen
Instalação com peça sonora, materiais diversos, dimensões variáveis.
Cortesia Gallery Jan Mot.

Joachim Koester & Stefan A. Pedersen, 
"The Meditation Tapes, Museum of Modern Art, Department of Eagles:
Patterns, Shimmers, Scenes", 2016

21’00”, em loop contínuo. 
Texto: Joachim Koester. Som: Stefan A. Pedersen
Instalação com peça sonora, materiais diversos, dimensões variáveis.
Cortesia Gallery Jan Mot.

Joachim Koester & Stefan A. Pedersen, 
"The Meditation Tapes, Museum of Modern Art, Department of Eagles:
Patterns, Shimmers, Scenes", 2016

21’00”, em loop contínuo. 
Texto: Joachim Koester. Som: Stefan A. Pedersen
Instalação com peça sonora, materiais diversos, dimensões variáveis.
Cortesia Gallery Jan Mot.

Vista da Exposição, 2023


Henrique Pavão + Joachim Koester

+ Info

02.
Oxímoro

Oxímoro é a segunda exposição de In the Present Now, um ciclo inspirado nas ideias que Italo Calvino desenvolveu em Seis Propostas para o Próximo Milénio, mas focado num olhar que perscruta o momento actual. Comentando a ideia de exatidão que na visão de Calvino está intimamente ligada ao desígnio do rigor e da nitidez, a segunda exposição desenvolve-se em torno da noção de oxímoro e articula um diálogo entre o artista português Henrique Pavão e o artista dinamarquês Joachim Koester.
Um oxímoro é uma figura de estilo que dita a existência de uma contradição no seio daquilo que se afirma. Algo e o seu contrário, respiram no interior da mesma entidade e fazem sentido no aparente antagonismo que aí se cria. Contudo, por dentro de uma aparente dualidade, por vezes supostamente maniqueísta, existe a capacidade de gerar uma terceira via que é, em si, um acto de abertura e expansão. As obras que integram esta exposição partem desse mesmo sentido, em que algo e o seu contrário se complementam para expressar uma dada natureza.
Joachim Koester (1962, Copenhaga), desenvolve a sua prática artística encarando o modo como delineamos a factualidade das coisas ou, na tradução livre das palavras de Hal Foster “perseguindo algo que percorre a fronteira entre o documentário e a ficção”. Henrique Pavão (1991, Lisboa) combina o uso da fotografia, escultura, som e imagem em movimento para criar instalações envolventes, onde as obras pesquisam os contornos do sonho e da realidade.

Sérgio Fazenda Rodrigues

Oxímoro

24.05 - 06.07.2023

Kindred Spirit

Lisboa, PT

Artistas

Henrique Pavão

(PT)

+

Bio

Henrique Pavão (Lisboa, 1991) vive e trabalha em Lisboa.
Com um trabalho centrado em questões de entropia, perda, anacronismo, memória e temporalidade, Pavão espelha um interesse e recurso à arqueologia dos movimentos conceptuais, a que se liga um uso sofisticado de processos sensíveis. A sua obra circula por inúmeros suportes (vídeo, escultura, filme, som, fotografia, desenho e performance) frequentemente com uma preocupação pelos próprios processos e mecanismos de cada medium, tomados como a marca da sua temporalidade ou mesmo da sua história.
Obteve o Mestrado em Artes Visuais (MFA) pela Malmö Art Academy em 2016 (professor Joachim Koester). Recebeu diversos prémios, dos quais se destacam o prémio Fundación Marcelino Botín (2021), e a nomeação para a 13a edição do Prémio Novos Artistas da Fundação EDP (2019).
Expôs o seu trabalho recentemente na FRAME Section of Frieze NY (Nova Iorque), MAAT – The Museum of Art Architecture and Technology (Lisboa), SE8 Gallery (Londres), Anozero (Bienal de Coimbra), Culturgest (Porto), entre outros.
O trabalho de Pavão encontra-se representado em coleções institucionais como a Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português – CACE; Coleção Fundação MAAT / EDP; Coleção EGEAC – CML, FLR - Fundação Leal Rios e Coleção António Cachola - MACE / Elvas.

Joachim Koester

(DK)

+

Bio

Joachim Koester (Copenhaga, 1962) entrelaça facto e ficção, realidade e mito, focando-se em ocorrências de natureza oculta, ou mística, bem como em momentos surreais de natureza social e cultural da história. Koester examina acontecimentos que se tornaram mais do que a soma das suas partes. Captando vestígios de outrora, o seu trabalho funciona como uma documentação do passado, bem como um comentário pungente sobre locais abandonados. Questionando a narrativa e a identidade, Koester emprega o filme e a fotografia para explo- rar a natureza de uma história comum, explorando a possível ambiguidade da sua captação.
Koester expôs, na National Gallery of Denmark (Copenhaga), Bergen Kunsthall (Bergen), Turner Contemporary (Kent), MCA (Chicago), Musee d'art Moderne de la Ville de Paris (Paris), PS1 (Nova Iorque) e Astrup Fearnley Museum (Oslo), entre outros. Em 2005, foi selecionado para o Pavilhão Dinamarquês no âmbito da 51a Bienal de Veneza. Em 2013, obteve o prémio Camera Austria para fotografia.
O seu trabalho encontra-se representado em colecções internacionais, como: MoMA (Nova Iorque), Centre Pompidou (Paris), KIASMA Museum of Contemporary Art (Helsínquia), S.M.A.K. (Gante), M.N.C.A. Reina Sofia (Madrid), Carnegie Museum of Art (Pittsburgh) e o Metropolitan Museum of Art (Nova Iorque), entre outros.

Curador

Sérgio Fazenda Rodrigues

(PT)

+

Bio

Sérgio Fazenda Rodrigues (Lisboa, 1973) é arquitecto, curador e editor. Foi professor na Universidade dos Açores (2005-2012), na Escola Universitária Vasco da Gama (2013/14) e na Faculdade de Belas Artes, da Universidade de Lisboa (2019/20), dedicando-se actualmente à divulgação, crítica e curadoria de artes visuais. É membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), tendo participado em 2015 na sua direção, em Portugal.
Com Celina Brás, é sócio da empresa Making Art Happen, que reúne a revista de arte Contemporânea e a APP Portugal Art Guide. É o fundador e curador do espaço independente Kindred Spirit, em Lisboa.
Foi assessor cultural permanente do Governo Regional dos Açores / Direcção Regional da Cultura, tendo entre 2010 e 2012 sido responsável pela gestão da Colecção de Arte Contemporânea do Governo Regional dos Açores e pela programação de exposições no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas. Integrou vários júris de apoio do Governo Português / Direcção Geral das Artes, Governo Regional dos Açores / Direção Regional da Cultura, Ágora - Cultura e Desporto / Câmara Municipal do Porto, EGEAC-Galerias Municipais de Lisboa (Atelier-Museu Júlio Pomar), e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.
O seu trabalho tem-se desenvolvido de forma independente, em colaboração com instituições, galerias, coleccionadores e espaços independentes em Portugal, Espanha, Bélgica e Inglaterra.

Escritores

Nicolas de Oliveira & Nicola Oxley

(UK)

+

Bio

Nicolas de Oliveira & Nicola Oxley são curadores e escritores sediados em Londres, co-dirigem a SE8 Gallery e a editora Mulberry Tree Press, que produz livros de artistas e discos de vinil. As suas publicações, com as principais editoras, incluem Installation art, e Installation art in the New Millennium: Empire of the Senses, dois estudos internacionais seminais sobre esta prática, e várias monografias sobre Hans Op de Beeck (Bélgica), Stefan Brüggemann (México) e Patrick Jolley (Irlanda), o resultado de estreitas relações de trabalho com artistas e galerias, bem como curtas ficções.
Comissariaram cerca de 200 projectos expositivos individuais e colectivos e instalações com artistas como Christian Jankowski, Hans Op de Beeck, Patrick Jolley, Phyllida Barlow, Mariko Mori, Gary Hill, Andrea Büttner, Stefan Brüggemann, Hollis Frampton, João Onofre, Luis Paulo Costa, Henrique Pavão, John Wood & Paul Harrison, Rui Toscano, Francisco Tropa, Julião Sarmento, Daniel Silver, Tristan Perich, Helena Almeida, Anthony McCall, Mohau Modisakeng, Matt Mullican, Hugh Locke e Ugo Rondinone, entre outros, têm também vindo a colaborar com diversas instituições britânicas e internacionais.