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WTF is going on?! — 
Curatorial

Vista da Conversa / Apresentação, 2025


Vista da Conversa / Apresentação, 2025


Vista da Conversa / Apresentação, 2025


Vista da Conversa / Apresentação, 2025


Vista da Conversa / Apresentação, 2025


Vasco Costa, s.d.


Vasco Costa, s.d.


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


Filipe Feijão, s.d.


Filipe Feijão, s.d.


Vista da Exposição, 2025


Vista da Exposição, 2025


A Gruta / Hugo Canoilas

+ Info

WTF is going on?! — Curatorial (o espaço como dispositivo)

WTF is going on?! – Curatorial (o espaço como dispositivo) é um projecto de investigação sobre acções curatoriais em que o espaço surge como impulso para o pensamento de uma exposição. Este projecto aborda 4 propostas que trabalham o modo como a dimensão física de um local, que se alonga da superfície ao objecto e ao compartimento, participa das intervenções apresentadas.
O primeiro convidado deste ciclo de conversas é o curador João Silvério, responsável pelo projecto Empty Cube.

A Gruta, projecto colectivo na cave da galeria Quadrado Azul em Lisboa, propôs criar comunidade entre artistas,
obras e público num espaço construído a partir de materiais achados e reciclados, desafiando a racionalidade dos
espaços expositivos. A escuridão e o carácter orgânico d’a Gruta convidam a uma experiência sensorial activa: o
visitante torna-se editor do seu olhar, guiando-se pela luz do seu telefone, enquanto o espaço impõe uma atenção
redobrada ao outro e ao ambiente. As aberturas ao sábado acolhem todas as idades, promovendo interacção livre
e reflexão sobre a criatividade infantil e saberes para além da linguagem. A inspiração na arte rupestre evoca
colectividade, paridade e ligação horizontal à natureza.
As intervenções n’A Gruta ampliam estas intenções: Katharina Höglinger trouxe acolhimento e resistência feminista;
Sílvia das Fadas apresentou filmes-processo imersivos; Musa paradisiaca, Beatriz Marquilhas e Titania Seidl
exploraram auto-representação e feminilidade, enquanto Rubenne Palma Dias, com as CRAMOL, evocou comunhão sonora.
Sophie Nys introduziu símbolos de resistência e anonimato; Jannis Varelas celebrou a Art Brut e o diálogo entre
obras; Daniela Grabosch e Anna Thomas trouxeram o olfacto como experiência, e Elise Lammer, Julie e Lucien Monot
desafiaram a empatia com a performance BECOMING DOG. Georg Frauenschuh questionou o gesto pictórico e a contaminação
das intervenções, revelando a Gruta como figura tentacular e mutualista.
A Gruta foi, assim, uma obra colectiva em transformação contínua, feita de contributos generosos e sinergias, que
desafiava hierarquias e propunha novas formas de criar, pensar e partilhar em comunidade.

Conversa disponível em podcast:

Este projecto é financiado por República portuguesa - cultura, juventude e desporto / DGArtes - Direcção Geral das Artes.
Com o apoio de Contemporânea, Universidade de Coimbra, STET - Livros e Fotografias, Alfaia, Galeria Ocupa.
Esta entidade é membro da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

A Gruta

21.11 - 28.11.2025

Kindred Spirit

Lisboa, PT

Responsável Projecto

Hugo Canoilas

(PT)

+

Bio

Hugo Canoilas, Lisboa, 1977. Vive e trabalha em Viena. É licenciado em Artes Plásticas pela ESAD, em Caldas da Rainha, e tem um mestrado em Pintura pelo Royal College of Art, em Londres. Apresentações individuais recentes na Oakville Galleries, Oakville; CAV, Coimbra; Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa; Mumok, Viena; Museu de Serralves, Porto. Contribuiu com o seu trabalho para exposições institucionais como, Manifesta15, Barcelona, Kunstverein in
Hamburg, Hamburgo, De Appel, Amsterdão; Kunsthalle Wien, Vienna, Salzburguer Kunstverein, Salzburgo; XXX Bienal de São Paulo, São Paulo.